Sindicalistas de Canindé avaliam participação na Marcha das Margaridas

Doze mulheres e dois homens de Canindé participaram da Marcha das Margaridas em Brasília. A mobilização aconteceu nos dias 13 e 14 de agosto deste ano e contou com a participação de mais de cem mil mulheres do campo, floresta e águas. De Canindé, participaram a Diretor de Relações de Gênero, Raças e Minorias do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canindé -Sindsec, Ludmila Calixto Costa/ a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Canindé – Straaf Canindé, Mariinha Uchôa, e a Diretora de Mulheres, Luzirene Maciel, e representantes das localidades rurais.

Do Ceará, foram duas mil Mulheres que mostraram que não concordam com a retirada de direitos, que tem consciência política e sabem que é preciso defender a democracia, a justiça, a liberdade e lutar por trabalho digno, educação, saúde e desenvolvimento sustentável e solidário.

Mariinha Uchôa e Luzirene Maciel avaliaram a participação de Canindé na mobilização.

As Margaridas tomaram as ruas, pelo o Eixo Monumental rumo à Esplanada dos Ministérios, caminharam empunhando com orgulho suas bandeiras, com seus chapéus, suas faixas, suas camisetas e, principalmente, com suas ideias e suas paixões. É preciso muita paixão para fazer a maior manifestação de mulheres da América Latina acontecer com tanto sucesso, paz e, ao mesmo tempo, forte militância.

Essas mulheres depois de um profundo processo de formação política, no qual o Movimento Sindical dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares debateu o projeto de desenvolvimento que queremos: com inclusão social, soberania, igualdade, oportunidades para todas e todos. E mais do que isso, as questões específicas enfrentadas pelas mulheres rurais, como os diversos tipos de violência, o preconceito, a falta de reconhecimento do trabalho produtivo e doméstico, entre outros.

A secretária de mulheres da CONTAG e coordenadora da Marcha das Margaridas, Mazé Morais, avalia que todo o esforço realizado para a construção da Marcha valeu a pena. “Foram anos de trabalho e mobilização, e a construção coletiva com a comissão nacional de mulheres e com as 16 entidades parceiras tornou o processo muito rico e muito forte. Esse ato é de todas as mulheres, de cada uma que deixou suas casas e viajou milhares de quilômetros para estar aqui mostrar sua indignação com tudo o que está sendo feito contra os direitos trabalhistas, previdenciários, direitos humanos. As mulheres têm o poder de mudar a realidade e estamos aqui para dizer qual é a realidade que queremos”, afirmou Mazé.

 Com informações da Fetraece