Polícia Civil tenta prender gerente de fábrica por suspeitas de assédio moral e sexual em Canindé

A Polícia Civil tentou cumprir na tarde desta segunda-feira (29) a prisão temporária de Flávio Roberto Sousa Alves, o “Peixoto”, gerente da Fábrica Gonçalves Calçados em Canindé. A prisão foi expedida pela justiça, após pedido da Polícia Civil em um inquérito que investiga a prática de crimes como assédio moral e assédio sexual.

 O delegado regional, Daniel Aragão Mota, em entrevista ao radialista Wellington Lima disse que inicialmente queria fazer um procedimento sigiloso, devido a resguardar a imagem dos envolvidos, mas a coisa tomou rumo que não pode ser controlado, já que o assunto foi comentado na Câmara de Vereadores.

Daniel Aragão explica que as denúncias vêm de longas datas, já vem até de uma fábrica anterior a essa nova fábrica.  “Fiquei sabendo desse um tempo atrás, fizemos as investigações, mas as vítimas se recusavam a vir aqui com medo do Peixoto. Posteriormente, começou a vir a primeira, a segunda.e mais outras e conseguimos, hoje, juntar 14 vítimas, entre estupros, assédio moral e assédio sexual”, informou.

Segundo a polícia, as pessoas estavam sendo escolhidas. “Essas mulheres só seriam contratadas algumas delas se saíssem com ele e isso dito por muitas delas e inclusive temos também casos que foi além disso, estupro. As vítimas relataram diversas situações absurdas, dentre assédio moral, assédio sexual com a questão de promoções, com a questão de a pessoa fazer um treinamento e continuar na fábrica apenas se favorecesse sexualmente o Peixoto”. 

O delegado esclarece ainda que não está afirmando que ele seja culpado.  “Estamos em investigação. Pedimos a prisão porque tivemos diversas denúncias aqui extraoficiais que ele estaria fazendo ameaças ou estaria perseguindo certas vítimas para que elas não comparecem à Delegacia”, explica.

A prisão temporária tem validade de 30 dias, mas pode ser prorrogada caso seja necessária. “A prisão foi pedida porque ele está embaraçando o nosso inquérito. Estava procurando fazer gravações fraudulentas, culpando certas pessoas. Então dessa forma, não estava dando para a gente fazer verificação a contento, por isso que eu fui ver a prisão temporária, pois estava atrapalhando a investigação policial”, concluiu o delegado.

A equipe policial foi até a fábrica para efetuar a prisão temporária do suspeito, mas ele conseguiu fugir. Pelo sistema interno de TV, a polícia viu quando a viatura entrou, ele saiu pelos fundos em uma motocicleta.

Peixoto é considerado foragido, mas o delegado conversou com o advogado do suspeito, que diz apresentar ele ainda hoje.  A polícia espera que quando a prisão seja realizada, mais vítimas se sintam seguras para comparecer à Delegacia para poder prestar informações.